Mariah Carey - Butterfly
Indicação: Honey
Média Geral: 84
Avaliações: 21
Críticas: 06
Melhor Faixa: My All (44%)
Gênero Musical: Contemporary R&B, Pop
- INFORMAÇÕES -
"Butterfly" é o sexto álbum de estúdio da cantora e compositora americana Mariah Carey, lançado pela gravadora Columbia Records no dia 16 de Setembro de 1997. Após álbuns bem sucedidos voltados para baladas românticas no início da década de 1990, que marcavam principalmente o controle que seu ex-marido, Tommy Motola, tinha sobre sua música, Mariah Carey transicionou para uma fase mais adulta, falando sobre mais temas sensuais e incorporando elementos modernos de rap e hip-hop em sua música. A mudança foi elogiada pelos críticos, que elogiaram a maturidade da produção e dos sons do "Butterfly". O disco também rendeu a cantora três indicações ao prêmio musical Grammy Awards. Comercialmente, o disco teve desempenho inferior aos seus predecessores, vendendo apenas metade do "Daydream", lançado um ano antes, com 20 milhões de cópias comercializadas. Ainda assim, "Butterfly" foi um enorme sucesso, conquistando certificado de 5x Platina no US, Platina no Reino Unido, e Million no Japão. A era também rendeu a Mariah Carey dois singles #1 na parada americana Billboard Hot 100, "Honey" e "My All".
- NOTAS -
MeltAway: 100
Honey: 100
LuVincents: 100
Radinhorosa: 95
PontoCom: 93
Luisinho: 89
LirouKatycat: 89
Artsy: 89
Levitating: 89
Hevertonhlc: 87
Benedite: 86
Badzgabs: 85
Loann: 83
Minogudo: 82
Euliette: 80
Chuck: 75
Sleet: 75
Diabo: 70
Igor: 69
Lohan: 67
Maiiksantos: 63
- CRÍTICAS -
. LuVIncents (100/100): "Sendo um dos pilares do R&B que definiu a sonoridade deste século, Mariah Carey encontra suas raízes comprometidas pela paixão de ser autêntica no Butterfly, um álbum que desafia suas inseguranças e mostra uma Mariah mais desinibida após o seu desvinculo com Tommy Mottola. Destaque para o lírico das canções Butterfly e Outside que nos levam a uma atmosfera profunda de solidão e reflexão, completando o top 5 do disco juntamente com a contagiante e desafiante Honey, a sofisticação de The Roof e o romance latino de My All. Uma das obras mais brilhantes do século passado e ápice artístico da cantora-produtora-compositora."
. Honey (100/100): "Um dos meus álbuns favoritos dos anos 90 e da vida. O ‘‘Butterfly’’ com certeza foi algo além do que a mariah jamais havia feito antes. Com uma influência maior do rap/hip-hop e deixando pra trás o gospel/soul que marcou a sonoridade da cantora no início da sua carreira, esse album foi o seu passo mais experimental e arriscado. Há quem diga que não há um pouco do seu impacto no cenário mainstream atual, onde o disco ainda serve de referência pra vários artistas e é tido como um dos melhores trabalhos da música r&b."
. MeltAway (100/100): "Depois de um casamento abusivo de mais de 3 anos, Mariah se liberta um dos melhores álbuns femininos em questão de produção, vocal e composição, o Butterfly. Já sendo a maior artista daquele momento e crescendo constantemente em todo o mundo com suas baladas (boas, diga-se de passagem), migrar totalmente para o R&B alternativo seria um preço alto. Mas Mariah não se amedrontou e nos deu uma das maiores obras-primas dos anos 90 e da música em geral."
. Radinhorosa (95/100): "Tendo o Butterfly como um álbum transitório entre o pop e R&B Mariah explora seu lado mais sensual com Honey, The Roof e Breakdown, porém mostra também um lado mais vulnerável com Outside e Butterfly, provando ser uma das compositoras mais versáteis que já existiu no mundo da música. Liricamente falando, Butterfly é o álbum mais rico da Mariah, nas letras ela fala da dificuldade com a autoaceitação e identidade racial, o título do álbum nos remete a uma artista que passou por todas as fases como a metamorfose de uma borboleta, pra mim outside é o ápice do álbum a nível de transparência e intimidade."
. PontoCom (93/100): "Esmurrando o Music Box, álbum estritamente comercial feito para conservadores e o Daydream que parece r&b pra brancos, Butterfly é literalmente o melhor álbum que Mariah Carey nunca irá superar no resto da carreira. Ele é o perfeito equilíbrio entre putaria (Honey, Fourth of July, Babydoll) e sofrência (My All, Outside, Whenever You Call). É admirável a alta sensibilidade e empatia da Mariah ao compor músicas que envolvem sua experiência como mulher racializada nascida num dos países mais racistas do planeta como em Outside e Close My Eyes."
. Levitating (89/100): "O melodrama de divórcio de Mariah Carey é considerado o magnum opus de sua carreira. Tanto pela (maioria da) fanbase quanto pela própria cantora. O album reflete a dor do sofrimento na sua separação, que foi amplamente divulgada pela mídia. Na época, Mariah já se queixava de ter perdido boa parte do investimento da gravadora e de sabotagem, espionagem e tentativa de roubo do seu material. O album teve recepção morna por críticos da época. Muitos sendo machistas e criticando a virada drástica de imagem da cantora, que foi de inocente apaixonada para sexy e dona do seu próprio corpo. Provando-se errados, o album envelheceu como vinho e está no top 5 de melhores discos R&B dos anos 90 da revista complex, além de ter sido - retroativamente - aclamado por revistas como Slant, ALL MUSIC, Pitchfork e Rolling Stone. Sem dúvida o melhor album da passarinha suprema."

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